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Lembro da primeira vez que falei com minha mulher Gisela sobre a idéia de montar um viveiro de mudas nativas e usar esse espaço para desenvolver atividades educativas. Como ela é pedagoga e trabalhava como coordenadora na Escola São João, em Ilhabela, essa me pareceu uma boa idéia. Mas sua reação inicial foi de descrédito. “Temos uma horta na escola, mas as crianças não desenvolvem muita ligação com as plantas, elas preferem os animais ou outras atividades”, sentenciou. “Você sabe: eu mesma não sou muito de cuidar de plantas”. As imagens abaixo são a prova de como o contato com a natureza têm poder de mudar nossas opiniões…

Andando numa rua de Ilhabela, Gisela encontra um pé de Mulungú do Litoral carregado de sementes; com um podão ela colhe as sementes, que são levadas para o viveiro e plantadas no canteiro de germinação

Andando numa rua de Ilhabela, Gisela encontra um pé de Mulungú do Litoral carregado de sementes; com um podão ela colhe as sementes, que são levadas para o viveiro e plantadas no canteiro de germinação

Hoje, depois de cinco anos tocando o Viva Floresta, a Gisela desenvolveu uma relação quase maternal com as mudas do viveiro. Brinco que ela é a louca das sementes, andando pela cidade de olho nas flores e frutos de todas as espécies de árvores da Mata Atlântica, para coletar suas sementes. As fotos desta página mostram o trabalho dela com o Mulungú do Litoral, que atende pelo nome científico de Erythrina speciosa. Aos poucos a Gisela foi aprendendo a reconhecer as árvores e saber a época certa da coleta das sementes de cada uma delas. Além da leitura de livros, como o clássico Árvores Brasileiras, de Harry Lorenzi, boa parte do seu conhecimento veio da tentativa e erro, das experiências que ela acumulou no dia a dia do viveiro.

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Na sementeira, dentro da estufa, as sementes de Mulungú do Litoral germinam e se transformam em pequenas mudas

O livro de Lorenzi traz instruções detalhadas sobre a coleta, armazenamento, beneficiamento e plantio de cada espécie de árvore nativa brasileira. O problema é que nem sempre essas instruções funcionam. É aí que entra o espírito científico, o método de tentativa e erro e as adaptações criativas das orientações que vêm dos livros. Dentro de nossa estufa já conseguimos fazer germinar mais de 80 espécies diferentes de árvores da Mata Atlântica.

Nosso viveirista Josivan mostra o pézinho de Mulungú do litoral saindo da estufa e indo para a área de pleno Sol

Quando o pézinho de Mulungú adquire maturidade, é transferido da sementeira para um tubete pelo nosso viveirista Josivan, e fica mais um tempo dentro da estufa para se fortalecer

Quem lida com as plantas o tempo todo é o Josivan. É ele quem vai dando feedback para a Gisela sobre o que funciona ou não. Como passo a maior parta de semana em São Paulo, eu acabo mergulhando mais nos livros e na teoria da coisa. Juntos, os três vamos tocando o Viva Floresta e desenvolvendo nossas próprias soluções para os problemas do dia-a-dia.

No pleno Sol os pés de Mulungú do Litoral se desenvolvem planamente

Quando alcançam otamanho adequado, as mudas de Mulungú do Litoral são transferidas para a área de pleno Sol, fora da estufa, para rustificarem, última etapa antes do plantio das árvores

A Gisela fala com amor dos seus “bebezinhos”, as milhares de mudas de árvores que fizemos nascer no Viva Floresta. É uma satisfação muito grande ver toda essa vida brotando a partir do nosso trabalho. Mais ainda quando lembramos do quanto a Mata Atlântica foi dizimada, e de como nosso planeta precisa de mais e mais árvores crescendo, tanto para fazer mais água fluir por nossos rios, quanto para retirar carbono da atmosfera e combater o aquecimento global.

Nossa filha Dora ao lado do canteiro com mudas de Mulungú do Litoral que germinaram a partir das sementes coletadas pela Gisela; as mudas já têm mais de 70cm de altura e estão prontas para o plantio

Nossos três filhos também participam das atividades do viveiro. A Dora teve lá seu primeiro emprego, coordenando a chegada de visitantes ao Centro de Educação Ambiental e recebendo os pagamentos nos dias e eventos. A Lorena ajudou no trabalho direto com as crianças, com atividades de teatro e artes plásticas. E o Tom, que era o menorzinho, aproveitou da parte mais lúdica com as crianças que frequentavam nosso espaço e também desenvolveram um profundo interesse e amor pelas nossas árvores nativas.

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Mais chuvas, mais ventos, maiores ondas: é isso que o aquecimento global vem trazendo para Ilhabela. A tendência, claramente sentida por quem vive por aqui, vai se acentuar cada vez mais ao longo deste século. É o que mostram todos os estudos e modelos climáticos que analisam os impactos regionais da elevação da temperatura do planeta. Entretanto, simulações como o vídeo abaixo, recentemente dovulgado pela NASA, mostram que o litoral sudeste do Brasil sofrerá variações de temperatura e precipitação menos dramáticas do que outras regiões do globo.

………

Isso não significa que as consequências serão brandas para quem vive na Ilha. Mesmo porque os impactos do aquecimento global não são apenas meteorológicos, incluindo crise no abastecimento de energia elétrica, quebra da produção agrícola, maior disseminação de doenças e catástrofes naturais, além do crescente caos em metrópoles como São Paulo, acelerando a migração para cidades como a nossa   _sem contar o efeito mais óbvio: a elevação do nível do mar. Este último promete ser o primeiro a cobrar a fatura, com juros exponenciais, da ganância de proprietários de imóveis costeiros e a leniência das autoridades locais com a ocupação irregular de nossas praias e outras áreas de marinha.

Para quem que saber mais sobre os impactos locais do aquecimento global:

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